BALADA PARA CECÍLIA

à Danielle Pinheiro
Convém-nos que esta noite seja clara
ou simplesmente a última, sabendo
que todo o mundo dorme e as nossas almas
são uma chaga a mais que o mundo abriu...
Convém-nos que esta noite seja pura
como as pedras e os ventos, tão contrários,
mas tão repletos desta mesma essência,
e tão suaves como estes silêncios...
E enfim, toda esta noite seja breve
como o instante em que, mortos, renascemos
para todas as coisas que buscávamos:
as nossas mãos sem rumo e sem mistérios...
nossos espelhos sem nenhuma face...
nossa boca calada com um beijo.
Candeias, na manhã de São João de 2004.
Convém-nos que esta noite seja clara
ou simplesmente a última, sabendo
que todo o mundo dorme e as nossas almas
são uma chaga a mais que o mundo abriu...
Convém-nos que esta noite seja pura
como as pedras e os ventos, tão contrários,
mas tão repletos desta mesma essência,
e tão suaves como estes silêncios...
E enfim, toda esta noite seja breve
como o instante em que, mortos, renascemos
para todas as coisas que buscávamos:
as nossas mãos sem rumo e sem mistérios...
nossos espelhos sem nenhuma face...
nossa boca calada com um beijo.
Candeias, na manhã de São João de 2004.
Do livro Baladas e outros aportes de viagem de Silvério Duque.
Ilutração de Gabriel Ferreira. Acrílico e carvão sobre papelão paraná. (80x99) cm. 2006
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